• Kamila Fortunato

A moda imita a vida

Já parou para pensar que a moda poder ser uma forma de acentuar sua individualidade e não de uniformizar pessoas?

Já parou pra pensar que você é sua própria estilista? Que ao acordar você se prepara para um desfile diário, voluntário ou não, e ao se vestir faz suas escolhas?

Já parou para pensar que, assim como o estilista elege cores, formas, texturas, estampas, você seleciona as suas entre o que está disponível por aí? Que, como os estilistas, você também é influenciada pelo mundo que está à sua volta e pelo seu próprio humor, alegrias e tristezas, dias de tédio ou paixão? Que ao fazer uma simples combinação de cores, texturas, vestidos, você mostrando a sua forma de ver a vida?

Já parou pra pensar que a moda pode ser futilidade quando dela somos escravos, mas pode ser arte quando a usamos como forma de expressão? Que a escolha de uma roupa para vestir não precisa se pautar por ela ser ou não tendência, mas por combinar ou não com você?

Já parou pra pensar que tem dias que a gente é criativo e, em outros, alguém já foi criativo por nós e isso facilita? E que nessas você veste a sua admiração por um artista?

Já parou pra pensar que o seu guarda-roupa é a sua coleção? Que a moda pode ter tanta inspiração quanto um quadro, uma escultura, uma música, um filme? Que a moda pode ser arte andando por aí?

Já parou pra pensar que a moda pode ser uma forma de acentuar a sua individualidade e não de uniformizar pessoas? Já parou pra pensar que moda é, acima de tudo, beleza? Um jeito bonito de viver? É fantasia no meio do cotidiano. É transbordar a utilidade da roupa. É a oportunidade de ser novo a cada dia e, ao mesmo tempo, ser mais você.



-Trecho do Livro A moda Imita a Vida de André Carvalhal - Ponto de vista de Cris Guerra

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